George R.R.Martin, autor dos livros Crônicas de Gelo e Fogo e da famigerada série Game Of Thrones, foi questionado sobre qual personagem da Marvel ele gostaria de escrever, e disse à MTV que seria o Doutor Estranho, que é um de seus personagens favoritos.
“Eu adoro o Doutor Estranho, mas eu me focaria apenas em seu universo, sem colocá-lo em uma equipe ou coisa assim. Eu o mostraria como uma força de defesa do universo Marvel que mal apareceria nas aventuras dos outros, um defensor contra deuses antigos, Cthulhu e outros” – disse o escritor.
Como quando se trata de George Martin, nada é tão simples. Sem nem mesmo existir uma proposta, o autor ainda expôs algumas exigências: “Mas os meus advogados teriam que trabalhar com a Marvel uma cláusula que garantisse que qualquer coisa que eu criasse se tornaria parte do cânone do personagem para sempre, sem correção de continuidades, reboots ou coisas do tipo. Eu odeio quando eles fazem isso, quando um escritor entra e desfaz o que o anterior fez, trazendo personagens mortos de volta à vida, essas coisas. Eu odeio isso nos quadrinhos”.
Não é novidade, né? Todo mundo sabe que o homem tem culhões, afinal ele mata os personagens a torto e a direito, sem dó nem piedade e eu usei mais frases feitas nessa frase que na minha vida.
Lógico que estou me precipitando aqui e especulando caso isso se tornasse uma realidade (até porque, com esses ‘termos’, seria muito difícil qualquer editora aceitar, independente da popularidade do autor), mas achei legal o fato dele ter criticado algo que é muito irritante e recorrente nos quadrinhos: essa palhaçada de trazer gente morta (o que as vezes até estraga o personagem, vide Elektra), de ignorar tudo que já foi dito na cronologia do personagem, essa impressão que a gente tem as vezes de que o atual autordo personagem nunca nem leu o que já foi escrito sobre ele, ou leu e cagou bonito.
Além disso, seria interessante ler quadrinhos escritos pelo Martin! Primeiro porque ele traria uma abordagem nova (putaria). Segundo, porque o destino do personagem seria definitivo, e os autores subsequentes não poderiam ‘macular/estragrar’ o trabalho dele; e terceiro, porque traria mais respeito e menos preconceito pro ‘conteúdo intelectual’ das HQs.
Claro que, dado o histórico do homem, a gente fica com um pouco de medo! Vai que dá a louca nele e não sobra ninguém? HAHAHAHA! Creio que uma boa alternativa seria uma realidade alternativa, ou um ‘’What if’’ mesmo, assim a história dele fica intacta e os executivos podem utilizar o Doutor Estranho a bel prazer.
O assunto todo é delicado. Particularmente, o que me incomoda nem é tanto o fato de um escritor novo desfazer o que o antigo fez (apesar de que, pro escritor, isso deve ser a morte de um filho), mas quando isso é feito por motivos comerciais, que é o que rola. Digamos que vem um cara e mata o Superman, de uma forma cocozenta e sem finalidade/necessidade; imagina ficar sem o Super? Nesse caso eu até entendo ‘reviverem’, até porque é um personagem clássico e vai ficar ai forevis, o que é chato é quando eles zoam a história dos personagens sem respeito ou pelo menos uma desculpa decente apenas por lucro. #chatiada #bolada #inconformada
No fim das contas, vale lembrar que foi apenas uma entrevista, e eu estou gastando ~dedos~ discorrendo sobre a possibilidade, hehe! Ainda assim, que seria bacana ver o George Martin escrevendo Super-Heróis, seria. Não é? : )



























seria foda ver uma hq dele, mas não pela marvel né, já basta saber que ele é um marveco safado pra me deixar triste
Ótimo post Mari. E sim, esse problema de continuidade é para mim um dos maiores problemas que existem nos quadrinhos de supers. Essa é a principal razão pela qual eu não os acompanho mais (na verdade a principal razão é econômica, mas essa é razão pela qual eu não fico chatiado).
A minha solução para isso seria uma definição editorial sobre qual seria o arco de um herói. Por exemplo, o Capitas. Poderiam definir que ele morre no final da Segunda Guerra Mundial(e ele nunca faria parte dos vingadores, mas foda-se). Neste caso você poderia continuar escrevendo histórias sobre ele durante esse período, existem muitas histórias fascinantes sobre a segunda guerra, eles não esgotariam tão cedo.
Poderiam fazer a mesma coisa com os outros heróis (a formação original dos X-Men se situaria nos anos 70-80, por exemplo). Dando a eles espaços definidos no tempo, daria a possibilidade de trabalhar com diversas formações de uma mesma equipe sem essa putaria que vemos hoje saturação de heróis nos universos Marvel e DC. Sério, existem tantos heróis em Nova Yorque que é incrível que os criminosos tenham alguma chance de cometer crimes, com telepatas, videntes e vigilantes pra tudo quanto é lado.
OK, rant-mode off
Áaah… Esqueci de dizer algumas coisas. George Martin criou a série de livros Wildcards, de Super-heróis (baseada numa campanha de RPG que ele mestrou, o cara é um nerd de marca maior) e tem experiência em escrever scripts para tv, que é muito semelhante a escrever para quadrinhos, sem falar que ele é Marvete(i.e.: conhece e respeita a mídia).
Resumindo, ele seria IDEAL para escrever quadrinhos, mas deixa ele terminar os livros primeiro.
é né se ele guentar até lá
Ele aguenta, hehe. O problema é que tem muita gente perguntando sobre isso pra ele em conferências, o que é chato.
Teve um cara que ficou tão sem graça que depois disse que se o George Martin precisasse de um rim, ele doaria um.
Pô Ggab, é realmente uma boa alternativa, o problema é que eles ainda bagunçariam a cronologia espremendo 100 anos de história num período de dez anos
Há alternativas funcionais pra não estragar a continuidade e manter uma cronologia/história coerente? Há, várias, o problema é que o bolso fala mais alto. Ainda bem que há o meio independente…
Não precisaria ser tão linear assim. É que nem os novos 52. A revista do super e da liga ñ estavam na mesma data, no começo (não sei se mudou, ñ estou acompanhando).
Você poderia ter todas as revistas acontecendo em paralelo. Por exemplo, você encontraria o Wolverine na década de 40 junto com o Capitão, talvez até fazendo parte dos Howling Comandos. Quando vc fosse para a dos x-manolos, ainda encontraria ele, só que mais velho, na década de 80(o wolverine é imortal mesmo, pelo menos haveria uma explicação plausível pra ele estar em TODAS as revistas).
Mas sim, vc está correta, se acaba com um problema e começa com outros. É um problema intrínseco a estas histórias que não acabam nunca.
Assinem logo o contrato para esse cara escreve o Dr. Estranho! Tá esperando o quê Marvel?! Ou a DC deem a ele o Sr. Destino!
Tipo, se eles gostam tanto de estragar com a vida dos personagens com esses reboots sem noção, pq ele não o fazem em um universo paralelo, o que mais eles tem e universo paralelo!
PQP, o Martin daria um Upgrade foda em um dos meus favoritos e talvez injustiçados personagens da Marvel. Acredito que a partir daí aconteceria com o Dr. Strange o mesmo que o Daredevil nas mãos de Kevin Smith, a popularidade merecida.
Torço pra isso!
Pra quem não sabe game of thrones tem hq sim. O primeiro livro foi dividido em duas edições, talvez façam de todos os livros, vale muito a pena ler. http://www.revistaogrito.com/jazzmetal/wp-content/uploads/2012/07/111425351SZ.jpg